Em entrevista, Linus Torvalds, pai do Linux, mostra a sua visão do “mundo Linux” atual

Em entrevista, Linus Torvalds, pai do Linux, mostra a sua visão do “mundo Linux” atualEm entrevista ao TechCrunch por ser um dos finalistas do prêmio Millenium Technology Prize[1], ao lado de Dr. Shinya Yamanaka, que vem contribuindo para a área de pesquisa com células-tronco, Linus Torvalds, o criador do Linux, deu diversas declaração sobre como enxerga o “universo Linux” atualmente.

Linus afirmou ser usuário Apple e possuir um MacBook Air 11″, pois não consegue se acostumar com notebooks que pesam muito mais de 1Kg (afirmação que deve ter deixado muitos usuários, principalmente os “xiitas do Linux”, de queixo caído).

E, ao ser perguntado sobre o que ele acha das distribuições Linux atualmente, ele afirma:

Eu absolutamente amo as distribuições, porque elas fazem todas as coisas que eu não me interesso, e isso é um grande apoio para o kernel, pois deixa livre as pessoas mais técnicas (incluindo eu) pensarem no que é técnico: facilidade de uso, internacionalização e a embalagem agradável das distribuições, tornam o “Linux” uma experiência boa.

Eu acho que as distribuições são muito úteis para tornar o Linux bem sucedido, e essa coisa toda começou a acontecer muito cedo (algumas das primeiras distribuições começaram a “acontecer” em 92, com disquetes ainda). Assim, elas não são um “mal necessário” – elas são um “bem necessário”! Elas têm sido úteis para o Linux ser o que é, tanto na parte técnica, quanto em trazer uma facilidade de utilização e acessibilidade.

Digo isso, exatamente porque elas são tão importantes, que me frustro quando ouço certas coisas. O discurso retórico sobre o SUSE pedir a um usuário não-técnico uma senha que o usuário não-técnico não tem absolutamente nenhuma razão para sequer saber, em uma situação onde não fazia sentido pedir essa senha. Esse tipo de hostilidade ao usuário sem sentido é algo que nós geralmente não vemos com bons olhos. Além disso, algumas pessoas tendem a ignorar do kernel do Ubuntu, mas eu realmente acho que o Ubuntu geralmente tem tido a abordagem certa, centrando seus esforços no usuário.

Sobre o GNOME 3, Linus declara:

Outro ponto que me frustrou, foram muitas das mudanças no Gnome 3. O conjunto “vamos fazê-lo sem bagunça” foi levado ao ponto onde realmente é difícil fazer as coisas. Esse tipo de abordagem minimalista não é um progresso para a frente, é apenas os desenvolvedores dizendo aos usuários “nós sabemos fazer”, mesmo que isso torne as coisas mais difíceis de se fazer. Esse tipo de coisa que costumava ser fácil, de repente se torna difícil ou impossível só me faz subir as paredes e me frustra.

Para ler a entrevista na íntegra, acesse esse os links: