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ciberSegundo pesquisa, 69% dos entrevistados dificilmente investiriam em uma empresa com histórico de uma ou mais violação de dados.

Violações de dados e ciberataques não são apenas preocupações dos consumidores – que já tiveram suas informações pessoais furtadas, ou de profissionais de segurança da informação paranoicos. Esse tipo de ataque também pode assustar investidores, de acordo com um estudo sobre atitudes de investidores com relação a ciberseguraça, divulgado na segunda-feira (25/2).

Empresas com um histórico de ser uma ou mais vezes alvo de ciberataques são vistas com ceticismo por 405 investidores que participaram do estudo da HBGary, que oferece ferramentas e serviços para proteger informação contra ciberespiões e terroristas.

Cerca de 78% dos entrevistados afirmaram que seria pouco ou nada provável investirem em tais companhias. Além disso, mais de dois terços (69%) disse que dificilmente investiriam em uma empresa com histórico de uma ou mais violação de dados.

O estudo, realizado pela Zogby Analytics, mostra que cerca de dois terços (66%) dos investidores disseram que estão mais interessados em como as empresas lidam com os ataques, contra 25% que afirmaram estar mais preocupados com os ataques em si.

“Houve alguns casos de maior repercussão nos últimos dois anos em que as respostas não eram tão nítidas como a maioria das pessoas gostaria de ter visto”, disse o vice-presidente sênior de estratégia cibernética da Fairfax, Ken Silva, em uma entrevista.

“Foi um impacto muito negativo sobre o valor de mercado dessas empresas”, disse ele. “Coisas desse tipo geraram um impacto significativo para os investidores e é uma das coisas que motivam suas preocupações”.

As atitudes dos investidores em relação a segurança cibernética estão amadurecendo, de acordo com o CSO da HBGary, Jim Butterworth. “Os investidores querem ver mais abertura e transparência no processo de uma empresa, na resposta e até mesmo nos investimentos em segurança cibernética.”

O estudo também mostrou que mais investidores estão mais preocupados com o roubo de informações de clientes que com propriedade intelectual. Mais da metade dos entrevistados (57%) disse que estão mais preocupados com relação a violação de dados pessoais, comparados com 29% que afirmaram estar mais preocupados com relação a perdas de IP.

“Isso nos surpreendeu”, admitiu Silva. “Você imagina que a perda de propriedade intelectual é a principal preocupação de investidores.”

“Isso provavelmente porque a ponta da responsabilidade pela perda de dados do consumidor é provavelmente maior e mais desconhecida que a da perda de propriedade intelectual”, acrescentou.

O impacto é mais imediato, também. “Você pode ter milhões de consumidores que estão indignados com a perda dos dados”, explicou Silva, “embora com a propriedade intelectual demore um pouco mais antes de ver as consequências disso.”

Fonte: www.idgnow.uol.com.br