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cibbullEstudo mostra que maioria são jovens do sexo masculino com 19 anos, mas adolescentes mais velhos no geral são mais propensos a serem afetados do que os mais novos.

A maior parte das vítimas de ciberbullying é atacada por meio do Facebook – 9 em cada 10 pessoas, segundo um estudo “Trolled Nation”, divulgado pela ONG inglesa “Know The Net”.

Segundo o estudo, menos da metade das vítimas (37%) reportaram o abuso às redes sociais. O motivo para não recorrer às ferramentas antibullyings das páginas seria que os adolescentes não acreditam que reportar tais abusos faria alguma diferença.

O perfil das vítimas mais atingidas seria adolescentes de 19 anos do sexo masculino. Para se ter uma ideia da amplitude do problema, 85% dos jovens desse grupo afirmaram ter vivenciado ciberbullying. Mesmo esse perfil sendo predominante, adolescentes mais velhos no geral são mais suscetíveis de serem afetados do que os mais novos.

Ferramentas do mal
Depois da rede social de Mark Zuckerberg, o segundo meio mais utilizado para os ataques é o Twitter, com 19% dos casos; seguido pelo BlackBerry Messenger (13%), a plataforma de perguntas e respostas Ask.fm (8%), a rede social Bebo (8%) e o Whatsapp (4%).

Além das intimidações no mundo virtual, quase metade dos entrevistados (49%) afirmou que também enfrenta o mesmo problema no mundo real – e apenas 17% das vítimas contariam aos pais sobre os abusos e 1% recorreria a professores.

Ainda assim, a taxa de intimidações online é maior que a offline, com 65% dos casos.

“Enquanto alguns poderiam pensar que meninas seriam o alvo mais vulnerável online, o estudo mostra que garotos mais velhos estão em maior risco de sofrer bullying virtual”, disse o psicólogo da ONG, Arthur Cassidy. “Bullying online pode ter um enorme impacto sobre os adolescentes mais velhos do sexo masculino em um momento em que eles estão encontrando suas identidades. As taxas de suicídio são particularmente altas nesse grupo, então é preocupante ouvir que os adolescentes em geral estão escolhendo lidar com o abuso de internet por si ao invés de falar com os pais ou professores para ajudá-los.”

A pesquisa online foi realizada com 2001 entrevistados, entre 13 e 19 anos, no período de 25 de janeiro a 1º de fevereiro de 2013. Os entrevistados com idade inferior a 16 anos tiveram o consentimento de seus pais para participarem da pesquisa.

Fonte: www.idgnow.uol.com.br