Segurança cibernética e militar protagonizam 1ª reunião de Obama e Xi Jinping Comente

	 Segurança cibernética e militar protagonizam 1ª reunião de Obama e Xi Jinping ComenteLos Angeles (EUA), 7 jun (EFE).- A segurança na internet e a melhora da comunicação entre os comandantes militares dos Estados Unidos e China foram os assuntos mais relevantes da reunião que deu início a cúpula bilateral de presidentes entre Barack Obama e Xi Jinping nesta sexta-feira, realizada no sul da Califórnia.

Nesse primeiro encontro, no qual os temas não foram aprofundados, segundo Obama, ficou evidente o interesse de ambos os governos em encontrar formas de fortalecer a cooperação entre as nações para enfrentar os problemas globais.

“O presidente Xi e eu reconhecemos que existe uma necessidade de estabelecer regras e uma aproximação em comum no assunto da ‘cibersegurança'”, declarou o líder americano após o encontro com o líder asiático de mais de meia hora no Rancho Mirage, situado em pleno deserto californiano.

Xi confirmou que as autoridades de seu país têm “grandes preocupações em relação à ‘cibersegurança'” e afirmou que essa é uma área na qual “a China e os EUA podem trabalhar juntos de uma forma pragmática”.

O líder oriental admitiu que “o povo pode ter a sensação que a ameaça em relação à ‘cibersegurança’ provém principalmente da China”, mas insistiu que seu país também “é vítima dos ataques cibernéticos” e expressou sua confiança em que se possam tomar “medidas sérias” para encontrarem uma solução ao problema.

Em um relatório recente, o organismo federal de análise estratégico National Intelligence Council nos EUA afirmou que “China era de longe o país mais ativo na hora de roubar propriedade intelectual de companhias dos EUA”, um assunto que, em grande parte, é responsável pelo aumento da tensão entre ambas as potências nos últimos meses.

Obama aproveitou a ocasião para insistir nas diferenças existentes entre a pirataria e o roubo de propriedade intelectual através da internet e para falar do polêmico programa secreto revelado nesta semana, o qual comprova que o FBI e a Agência de Segurança Nacional (NSA) têm acesso aos registros de ligações telefônicas e informações de internet na busca de atividade terrorista.

No entanto, foi Xi que iniciou o assunto sobre a necessidade de melhora das comunicações entre os exércitos de ambos os países, um âmbito em que a relação “não foi tão efetiva” como no campo diplomático ou econômico, explicou Obama.

“Em um momento em que há tanta atividade militar no mundo é importante que entendamos nossos objetivos nesse nível, assim como no nível político”, afirmou o líder americano, que considerou esse grau de comunicação militar como parte de “um novo modelo de relação entre EUA e China”.

Obama indicou que serão tomadas ações concretas para fortalecer os vínculos entre os comandantes militares dos dois países, enquanto Xi concordou que ambas as nações “devem encontrar um novo caminho”, que seja “diferente do confronto e inevitável conflito entre os países ocorridos no passado”, e reiterou o compromisso de um “desenvolvimento pacífico” da China, além de uma maior abertura.

Após as declarações, os dois presidentes seguiram sua reunião enquanto jantavam. Obama e Xi continuarão as conversas durante a manhã de sábado antes de retomar suas agendas individuais.

A cooperação econômica, a tensões territoriais na zona do Pacífico oriental, a situação da Coreia do Norte e a guerra na Síria são outros dos temas que serão debatidos entre os líderes nesta cúpula, na qual Obama também falou sobre mudança climática e, inclusive, direitos humanos.

Trata-se da terceira vez que Obama e Xi se encontram, a segunda em um ano, embora o líder asiático tenha visitado os Estados Unidos como vice-presidente da China na última vez. Xi assumiu o poder em março e se considera que tem um perfil mais internacional que seu antecessor, Hu Jintao.

FONTE: UOL