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Por décadas, as Eleições na América Latina têm sido fraudulentas. No Século 21, a tecnologia aperfeiçoou a prática, que resultou nas mais corruptas eleições nos últimos 50 anos. E, ao hackear uma eleição, reporta a Bloomberg, usar Bitcoins é essencial

.A respeito das Eleições de Enrique Penã Nieto, um advogado e milionário de uma família de prefeitos e governadores no México, que celebrou em 2012 o retorno ao poder do seu Partido Revolucionário Institucional, PRI, é incerto se ele sabia que o Bitcoin o ajudou a fraudar a eleição. Por mais de setenta anos o PRI manteve o poder até ser deposto em 2000. Durante a sua campanha, a promessa de Nieto foi acabar com a violência das drogas, da corrupção e promover a transparência nos assuntos da política mexicana. Da cidade de Chicó Navarra, em Bogotá, o Hacker Político Andrés Sepúlveda observava a vitória de Nieto. Enquanto Nieto publicamente celebrava a vitória, a proteção dos segredos sujos era protegida por Sepúlveda.

Ele destruiu pen drives, discos rígidos e telefones celulares com perfuradoras, martelos e micro ondas, reporta a Bloomberg. Ele rasgou documentos e os jogou pela privada, além de deletar servidores, localizados na Rússia e na Ucrânia, os quais ele alugou de forma anônima usando Bitcoins. Ele chamou a campanha de Penã Nieto “uma das mais sujas da América Latina no Passado Recente”. Sepúlveda, de 31 anos, clamar que ele trabalhou como Hacker para Campanhas Políticas pela América Latina, e disse a Bloomberg que o pagamento de 600 mil dólares pela campanha de Penã Nieto “foi de longe o seu mais complexo trabalho”, desde o seu começo em 2005. Ele, atualmente, está cumprindo sentença de dez anos na prisão da Colômbia, por indiciamento relacionado com Invasão e outros crimes durante a Eleição Presidencial da Colômbia em 2014.

O time de Hackers de Sepúlveda roubou documentos de outras campanhas, realizou subversão de discussões em redes sociais e instalou spyware em dispositivos da oposição para Peña Nieto. No período, a vida dos Hackers era ameaçada por cartéis de drogas por invadirem computadores de uma figura política conhecida. Ele escapou do país com vida. O time de Sepúlveda algumas vezes conhecia antecipadamente o que os oponentes do PRI estavam planejando antes mesmo que o time da campanha soubesse, graças ao Spyware. Por muitas vezes, o time de Sepúlveda podia assitir em tempo real as reuniões graças ao Spyware.

O hacker instalou malware com a intenção de espionar máquinas alvos e roubar dados, e também utilizar um botnet para gerenciar Operações Psicológicas nas mídias sociais para tentar influenciar a decisão final dos eleitores. O time de Sepúlveda comprometeu computadores nas sedes dos dois candidatos de forma a monitorar as comunicações e extraviar os dados sensíveis, que incluíam esboços de discurso e agendas de campanha.

A Bloomberg reporta: “Ele escrever um programa de computador, agora conhecido como Predador de Mídia Social, para gerenciar e direcionar um exército virtual de contas falsas de Twitter. O programa permitia a ele rapidamente mudar os nomes, fotos de perfil e biografias para que servissem a qualquer necessidade. Eventualmente ele descobriu que poderia manipular facilmente o debate público tão facilmente quanto mover as peças em um tabuleiro de xadrez”. Sepúlveda ainda confirma que ele usou uma estratégia similar ao da “Propaganda Subversiva” de forma a influenciar a opinião dos eleitores em outras campanhas eleitorais em diversos países, como na Venezuela, Nicarágua, Panamá, Honduras, El salvador, Colômbia, Costa Rica e Guatemala.

Na noite da eleição Sepúlveda falsificou ligações telefônicas às 3 horas da manhã, se fazendo passar por um candidato da esquerda, Enrique Alfaro Ramírez. Alfaro perdeu por uma pequena margem. De forma a gerenciar tudo isso Sepúlveda agiu como o mais terrível subversor político. Ele fez uso de conta de redes sociais para alterar as opiniões e emoções sobre a sua campanha e a campanha da oposição: “Quando eu percebi que as pessoas acreditavam que o que a Internet diz, mais do que a realidade, eu descobri que eu possuía o poder para fazer as pessoas acreditarem praticamente em qualquer coisa”.

A história de Sepúlveda enfatiza como não é somente usuários de drogas da Darknet e hackers amadores de Ransomware que utilizam Bitcoin para atividades ilícitas. Os altos escalões de instituições políticas globais estão usando tecnologia de ponta para disfarçar os maus feitos dos jogadores mais poderosos do mundo. A declaração dele é a seguinte: “O meu trabalho era de realizar operações psicológicas, guerra suja, operações de propaganda e de rumores – o completo lado negro dos políticos que ninguém sabe que existe, mas que todos podem ver”.

fonte:

https://www.cryptocoinsnews.com/latin-america-election-bitcoin/

http://securityaffairs.co/wordpress/45865/hacking/hackers-helped-pena-nieto-president.html