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O seguinte artigo reune algumas partes do original, disponível na íntegra, que versa sobre as estratégias de defesa das operações de informação. O autor, Tenente Robert Bebber, Oficial de Guerra Criptológica, do Comando Cibernético dos Estados Unidos, nos esclarece sobre as propostas de operações de informação e seus contextos estratégicos.

Em 2014, O Secretário de Defesa Hagel estabeleceu a Iniciativa de Defesa inovadora, também conhecida como Terceira Impressão, que é carregada com recomendações de maneiras para sustentar superioridade do Exército Americano, em face das crescentes capacidades de poderes como Rússia e China. Todas as estratégias efetivas miram o centro de gravidade do inimigo (COG), ou base de poder. As Estratégias de Impressão são aquelas opções que são especificamente eficientes porque elas miram as vulnerabilidades críticas de um adversário, enquanto construindo força americana, para remover as vantagens do oponente.

Idealmente, tais estratégias são difíceis de um adversário conter, porque elas estão contidas pelo seu sistema político e economia. Hoje, o Centro de Gravidade da China (COG) é o Partido Comunista Chinês (CCP). A estabilidade do sistema depende grandemente na habilidade do regime chinês em controlar a informação tanto dentro da China, quanto entre a China e o restante do mundo. Sem o controle, grupos de oposição, grupos de minorias e facções dentro do próprio CCP poderiam ser organizar mais efetivamente e teriam um grande alerta situacional para tomar decisões.

Em resposta a chamada para propostas, um número de iniciativas e programas foram postos à frente tanto pelo Departamento de Defesa quanto pelos especialistas em Segurança Nacional proeminentes. O ponto destacado da maioria dessas proposições é que os Estados Unidos perderam ou está perdendo rapidamente a vantagem de “primeira iniciativa), como a mudança de guiado para não guiado, de munições entregues de posições de ocultamento ou santuário.

A China representa uma “ameaça em andamento”, ao liderar o caminho no desenvolvimento de seu próprio regime de armas guiadas e a habilidade de entregá-las assimetricamente contra os Estados Unidos. De forma a recuperar a vantagem, os militares americanos seguem recomendações com a seguinte base:

-Desenvolvimento e aquisição de novas plataformas e tecnologias influência vantagens tecnológicas percebidas atuais sobre a China nas seguinte áreas: Sistemas Autônomos Armados, Guerra Submarina, Operações Aéreas de Longo Alcance e Baixa Observação, Energia Direcionada e Sistemas Aperfeiçoados de Energia e Armazenamento.
-Novas abordagens para avançar a base, incluindo a defesa de infraestrutura (tanto física quanto redes de comunicação), o uso de técnicas de negação e de engodos e defesas ativas.
-Conter as ameaças da China aos sistemas de comando e controle, de vigilância espacial, dos Estados Unidos.
-Assistir os aliados e os amigos no desenvolvimento ou na exportação de novas tecnologias que impõe custos em uma pequena escala em dificuldade de acesso e área de negação (A2/AD).

Milan Vego define centro de gravidade como “uma fonte de força armazenada – física ou moral – ou uma fonte de vantagem cuja séria degradação, deslocação, neutralização ou destruição irá ter o impacto mais decisivo no inimigo ou na própria habilidade de cumprir um dado objetivo político ou militar. De acordo com Vego, é geralmente concordado que na maior parte dos regimes totalitários, o ditador, partido do governo central ou comitê de liderança é o centro estratégico de gravidade.

Um número de fatores permitiram a continuidade do domínio do CCP, incluindo um aparato de segurança interna massivo e o maior exército do mundo, um crescente padrão de vida e o controle estatal sobre a mídia e informação disponível ao público. De muitas maneiras, a liderança chinesa já conduziram suas próprias análises de vulnerabilidade e concluíram que o livre acesso a informação representam a maior ameaça ao seu poder. Isso pode ser visto nos seus atos e nas suas palavras. Não é apenas o uso da internet que é controlado e censurado, mas também serve como ferramenta para a propaganda do Estado.

O Governo Chinês usa um número de técnicas para controlar o fluxo de informação. Todo o tráfego de internet do mundo exterior deve passar através de um dos três grandes centros computacionais em Beijing, Shanghai ou Ghangzhou – O chamado “Grande Firewall da China” – Todo tráfego de fora pode ser interceptado e comparado com uma lista regularmente atualizada de palavras chaves proibidas e sites e dados bloqueados.

http://cimsec.org/cyberspace-information-operations-strategy-countering-surge-chinese-power/24383
http://cimsec.org/wp-content/uploads/2016/04/20150828180844-internet-satellite-data-space-672×372.jpeg
http://www.defense.gov/Portals/1/Documents/pubs/OSD013411-14.pdf