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O Chefe da Inteligência Alemã deve ser substituído pelo atual ministro das finanças. O afastamento é consequência das investigações realizadas após o vazamento de Edward Snowden que o BND (Bundesnachrichtendienst) teria auxiliado a NSA espionar aliados europeus.

Berlim, Alemanha – O governo alemão confirmou o afastamento de Gerhard Schindler, que chefiava a agência de inteligência do país. Relatórios dizem que ele seria substituído pelo Chefe das Finanças, Bruno Kahl. A chefe de pessoal da chanceler Angela Merkel disse em uma declaração, que Schindler, que chefiava o BND desde 2012 e não irá se aposentar até 2018, seria substituído por Bruno Kahl, um funcionário no Ministério das Finanças responsável por privatizações e estado real.

Altmaier disse: ” O BND enfrenta grandes desafios nos anos vindouros, no que compreende todos os aspectos de suas funções. Isso inclui a evolução de sua missão, sob a luz de mudança frente a desafios de segurança, o desenvolvimento da agência, relação a tecnologias e pessoal, em sua organização e as consequências legais surgindo da investigação parlamentar sobre a NSA e o movimento de grandes partes do BND, de Pullach a Berlim”.

Relatórios dizem que Bruno Kahl é próximo do Ministro da Finança, Wolfgang Schauble, do partido Christian Democratic Union, da Chanceler Angela Merkel, enquanto que Schindler é um ativista conhecido do Free Democratic Party. A ação tomada pelo governo vêm após um ano, de sérias revelações em detrimento do BND, que teria auxiliado a Agência de Segurança Interna (NSA) a espionar aliados europeus.

Os ataques de extremistas islâmicos em Bruxelas, em Março de 2016, e em Paris, em Novembro de 2015, expuseram as falhas relacionadas com as agências de inteligência europeias, e a cooperação entre elas. Alemanha não sofreu um ataque em seu território, mas é vista como alvo primário para ataques do grupo militante extremista, o estado islâmico, que ameaçou no mês passado realizar ataques no aeroporto de Cologne-Bonn e no prédio da chancelaria em Berlim.

Edward Snowden tornou a informação pública, após ele ter vazado informações sobre o programa de espionagem americano, que descobriram que o BND havia usado software de vigilância em massa providenciado pelos espiões americanos. Após este evento, a investigação parlamentar teve início.

Schindler se defendeu dizendo que a sua agência estava “dependente” da NSA e que não poderia recusar as exigências de informação. Enquanto ainda, também, ele clama que o mal gerenciamento da agência significa que ele não estava ciente da espionagem doméstica, informa o site parisguardian.com.

fonte:

http://www.parisguardian.com/index.php/sid/243573041
http://www.parisguardian.com/photo_story/uni1461789023.jpg