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A Força Aérea Americana no começo deste mês anunciou o lançamento da seu primeiro sistema de armas cibernéticas, o Air Force Intranet Control (AFINC).

A Força Aérea continua a investir para aumentar sua capacidade cibernética e no começo deste mês, ela anunciou o lançamento de seu primeiro sistema de armas cibernéticas, com o codinome Air Force Intranet Control (AFINC). O AFINC é um sistema defensivo que analisa todo o tráfego vindo de serviços de rede, ele recebe os dados de mais de 100 pontos de entrada em redes gerenciadas da Força Aérea, em 16 pontos de acesso gerenciados centralmente, que cobrem todo o tráfego na rede de informação da Força Aérea.

O sistema de armas AFINC é compostos de 16 conjuntos de gateways que permitem a Força Aérea monitorar todo o tráfego externo e o tráfego roteado entre as suas bases. O sistema é também composto por 15 nodos no Secret Internet Protocol Router Network, ou SIPRnet, que é uma arquitetura usada pelo Departamento de Defesa e o Departamento de Estado Americano para compartilhar informações sigilosas.

Mais de 2000 pontos de entrega de serviços e dois conjuntos de gerenciamento integrados completam a estrutura controlada pelo 26 Esquadrão de Operações de Rede (26º NOS), que o gerencia. O anúncio da Força Aérea diz: “Alcançar o FOC significa que o sistema de armas AFINC está plenamente operacional e capaz de servir como um limite defensivo de alto nível e ponto de entrada para todo o tráfego de rede, dentro da Rede da Força Aérea. O sistema de armas AFINC controla o fluxo de todo tráfego externo e inter base através de gateways padrão centralizados. Como a primeira linha de defesa de nossa rede, o time do 26º NOS é responsável por mais de um bilhão de firewalls, web e bloqueios de email por semana de fontes suspeitas e de adversários. A nossa rede está sob constante ataque e é um testamento à dedicação do nosso time 26º NOS que a confiabilidade da nossa rede e o fluxo de tráfego continuem consistentemente altos” diz a Col. Pamela Wooley, Comandante do 26º Grupo de Operações Cibernéticas.

O sistemas é considerado uma grande conquista para a Força Aérea, e é uma joia tecnológica que irá servir mais de 1 milhão de usuários em 237 sites ao redor do mundo. A Força Aérea está gastando um esforço significante para integrar o espectro cibernético e eletromagnético em suas operações. O Diretor de Inteligência do Comando de Combate Aéreo, Maj. Gen. VeraLinn Jamieson, diz: ” A razão pela qual nós precisamos de guerra de fusão é exatamente para manter a nossa vantagem tática. E quando eu digo nossa vantagem tática, eu quero dizer a fronteira externa do conflito – não apenas no presente, mas especificamente em 2035. Até lá, os nossos competidores irão provavelmente estar próximos tecnologicamente e alguns vão nos ter superado tecnologicamente”.

A Guerra da Informação está envolvendo os domínios militares tradicionais, de forma a conduzir o combate no ar é possível usar novas técnicas de hacking, como foi demonstrado pela Força Aérea. Em Outubro de 2015, o Maj. Gen. Burke Wilson, o Comandante da 24ª Força Aérea, anunciou que a Força Aérea Americana modificou a aeronave EC-130 Compass Call, normalmente usada para embaralhar as transmissões inimigas, para hackear as redes inimigas. Um funcionário disse: “Nós conduzimos uma série de demonstrações. Veja e observe! Sim, nós somos capazes de tocar um alvo e manipular o alvo, uma rede, a partir de uma aeronave”, informa o site securityaffairs.co.

fonte:

http://securityaffairs.co/wordpress/46776/cyber-warfare-2/air-force-intranet-control.html
http://securityaffairs.co/wordpress/40600/hacking/us-air-force-flight-hacking.html
https://en.wikipedia.org/wiki/SIPRNet
http://www.afspc.af.mil/news/story.asp?id=123467152&source=GovD
http://securityaffairs.co/wordpress/40600/hacking/us-air-force-flight-hacking.html
https://defensesystems.com/articles/2015/12/09/air-force-activates-five-cyber-squadrons.aspx
http://i1.wp.com/securityaffairs.co/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/Air-Force-Intranet-Control-AFINC.jpg